
O ano provavelmente era 2003, quando meu estimado Marcos Piangers ainda trabalhava para a família Sirotsky em solo catarinense. Foi ele quem me apresentou um rapper meia-língua e gente fina chamado MM, vindo do legendário bairro do Kobrasol, município de São José.
Claro que o nome artístico era uma referência direta ao sucesso do então iniciante Eminem, mas MM tinha bons motivos para tanto -- não era exatamente Marshall Matters, mas algo como Marcelo Miranda ou algo assim.
Branquito Muchacho era o nome do carro-chefe de MM, um rap com pegada cubana que, caso fosse lançado dois anos mais tarde, poderia ter transformado a região da Grande Florianópolis na capital brasileira do reggaeton.
Quando fui com Piangers a um glorioso show do MM na saudosa boate Café Cancun, ganhei do simpático rapper e sua numerosa entourage um cd-r com meia dúzia de pérolas jamais descobertas do rap nacional.
A produção cultural catarinense tenta até hoje, em vão, superar o que aquele rapper de dicção divertida criou no começo da década. Como não apreciar versos como “prima não é irmã, nã-nã-não” ou “se tem carro tem mulher, no Cantufa ou no Café”?
Eis que, neste final de semana, encontro um material que jamais imaginei que pudesse existir: uma coleção de clipes matadores do mais brilhante rapper vindo de qualquer lado da ponte. O amigo leitor há de perceber que todos os clipes foram gravados no mesmo dia, numa festinha de brisa muito correta concedida por MM e seus comparsas em uma casa qualquer da ilha da magia, e isso só aumenta o sabor da viagem.
O mundo precisa conhecer MM e sua fascinante contribuição ao cosmos.
BRANQUITO MUCHACHO
PRIMA NÃO É IRMÃ
SOZINHO EM CASA
De bônus, ainda tem o clipe de “Eu tô louco do quê?”, feito só com montagens do presidente Lula.
A obra de MM é um verdadeiro monumento ao direito do cidadão se curtir com o que estiver mais à mão. Uma lição eterna, que nos ensina a achar qualquer mocinha com o cabelo meio errado digna de ser parecida com a Shakira. Vamos nos permitir.
11 comentários Postar um comentário ou enviar um trackback.
Um rapper que não tem vergonha de declarar que mora com os pais, respeito isso.
genial o diretor dos dois primeiros clipes, que fez um hibrido que funciona com qualquer rap composto de 92 pra cá.
a mãe daquelas meninas não pode reclamar que elas estão desidratadas.
Maior parte da verba para o clip foi gasta para pagar a conta de água.
mui buena / es una chica de cinema / faz um strip-tease dançando macarena
+qd+
Vou tentar colocar os outros dois clipes no mesmo formato do primeiro! aihaihaihauhuah
Esse “rapper” é parente do Mário Sérgio, técnico do Inter. Troca o R pelo G
Gênio indiscutível.
Estou sem palavras. Só tem duas coisas maiores que a genialidade do MM:
1 – A saúde das garotas dos clipes
2 – A conta de água
Só falta vergonha na cara da MTV para começarem a passar MM por lá, aí sim eu volto a assistir aquela merda.
Temos MM, Emicida e UDR. Estamos no apogeu musical brasileiro.
Dominique volta já pra casa!!!!
Macaguena????
Esse do Lula é tesão. Os outros da vergonha de assistir, mas o do Lula é foda. A música com o clipe fecharam perfeitamente!
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