Chegamos vivos até este glorioso momento cronológico chamado março de 2010. Motivos não faltam para comemorarmos, mas o fato é que, em pleno século 21, pouca gente já não passou pelo próprio auge. Estamos todos decadentes, um tanto quanto macambúzios.
Somos todos uma legião de ‘ex’. Aquilo que já fomos diz muito mais a nosso respeito do que a maravilha da rotina diária.
Pensando nisso, o Vai trabalhar, vagabundo, que também já viveu melhores dias, resolveu homenagear um dos maiores ex-atletas em atividade que o mundo já conheceu: Mário Jardel Almeida Ribeiro – o popular Jardel.
Ex-atacante do Grêmio, do Palmeiras e do Porto, hoje o vovô-garoto amarga uma agitada aposentadoria no Flamengo do Piauí, onde consegue até se contundir durante aquecimento. É ele quem dá nome para nosso novo empreendimento, o Prêmio Mário Jardel Almeida Ribeiro de Música Popular, onde prestigiaremos os artistas nacionais e internacionais que talvez, eventualmente, já tenham dado o que tinham pra dar.
Sobrou para você o bagaço da laranja. Conheça, a partir de amanhã, os pré-candidatos para este que promete ser a maior premiação já vista nesta indústria vital.
De olho em sucessos como a versão mangá da Turma da Mônica, do Menino Maluquinho, da Luluzinha e até do Didi Mocó, as mentes japonesas do escritórios da publicidade de arrjojo prepararam mais este campeão de audiência nas bancas de todo o Brasil.
Agora é oficial, falta só um álbum de figurinhas. Ao ganhar um rap em sua homenagem, Marcelo Dourado entra gloriosamente para o panteão do entretenimento familiar brasileiro, ao lado de nomes como Didi Mocó, Xuxa Meneghel e Daniella Perez.
A canção do rapper Taique é completamente genérica, uma verdadeira ode ao poder supremo do autotune. Mas isso só evidencia a característica popular da saga de Dourado. Você pode até pode achar o sujeito um cretino, mas o apelo da história é inegável.
E é uma trama estilo Avatar -- o estrangeiro que chega, é tanto hostilizado quanto hostil, aprende na marra a lidar com um mundo que não é seu e acaba conquistando o grande prêmio, o que acaba deixando desgostosos alguns puristas da academia. Um clássico atemporal.
Não é qualquer blogueiro que tem 50 mil reais na conta. E muito menos 50 mil reais para sair distribuindo por aí. José Mello quer usar seu vasto poderio econômico, até por ser dono de diversas lojas virtuais e físicas em todo o país, para destronar um desafeto que fez em um programa de televisão.
O twist dessa história é que ele criou esse inimigo simplesmente assistindo ao programa de televisão, e não participando. A televisão interativa chegou primeiro para os lunáticos de carteirinha.
Para Zézinho, Marcelo Dourado vale mais que dinheiro. Por isso, ele pretende distribuir os 50 mil reais, caso o lutador saia da casa hoje, como recompensa entre aqueles que votarem no cara e enviarem a comprovação via e-mail.
É curioso notar como todos os motivos para odiar o participante parecem ser fruto de uma brincadeira de telefone-sem-fio. Quase nada é verdade, como se Marcelo Dourado fosse Scarlett Johansson e Bill Murray de si mesmo em uma refilmagem de Lost in Translation.
Resta saber até onde vai o ímpeto do dileto blogueiro. Quais serão suas próximas ofertas? Cem mil por uma ideia inédita do Rafinha Bastos? Duzentos mil por uma ideia engraçada do Rafinha Bastos? É aguardar para ver.
Marcelo Dourado é uma espécie de Jaspion das subcelebridades. Já passou pelo inferno, beijou a Luciana Gimenez na bochecha e voltou para contar história.
Como lutador de MMA, perdeu 7 lutas e ganhou apenas 1. Como em tudo na vida, parece ter apanhado bem mais do que batido. Não é de se estranhar, sendo ele o tipo de cara que faz moicano mesmo depois de ter atingido um grau avançado de calvície.
O Poder Supremo, no auge da perseguição, deu a ele a condição de Chuck Norris brasileiro. Como vencer um meme?
Até agora, Dourado teve diversos fatores externos a seu favor. Mas ele já demonstrou, até pelo cartel de lutador, que não tem um queixo muito duro. Na hora que depender só dele, tudo pode acontecer.
Não podemos perder de vista que Marcelo Dourado é um fracassado. E é por isso que gostamos tanto dele.
Musa do carnaval de Salvador. Rainha dos trios elétricos. Voz grave. Corpo exuberante. Foi vocalista de uma grande banda. Vendeu milhões de discos. Teve filho recentemente. Força a amizade nas entrevistas. E é azucrinada pela principal concorrente e inimiga.
A senhora de todos os axés é duas.
Emocionante suspense carnavalesco em que o público só descobre se aquela música grudenta é da Ivete ou da Claudinha depois da quarta-feira de cinzas.
Recomendo uma análise cuidadosa das fotos que ele tirou na Marquês de Sapucaí. Nas dezenas de fotos publicadas, certamente estão presentes alguns dos rostos e corpos que deixarão astros e estrelas de Hollywood embriagados de amor durante a próxima temporada.
Como o trampo do sr. Mattos é caçar gente bonita por aí, ele provavelmente guarda a lábia para a vida real. Em seu blog, mostra que tem rigorosamente nada a dizer, mas muito a mostrar. Uma vertente coerente com seu ramo de atuação.
Era pra ser uma mixtape de carnaval, mas virou um tributo a um amigo. Fiquei muito emocionado pelo fato do Interbarney propiciar o retorno de um dos maiores gênios da internet, nosso querido Kenaum.
Para celebrar o Kenaum Veste versão 2010, reuni algumas das melhores músicas sobre roupas que pude encontrar em meu shuffle mental. Espero que vocês gostem tanto quanto eu gosto desse grande guri.
Noel Rosa – Com que roupa
Chaves – Que bonita sua roupa
Bonde do Tigrão – Tira a camisá
MC Smith – Roupa de marca
Roupa Nova – Whisky A Go Go
Leonardo – Cumade e cumpade
Belchior – Velha roupa colorida
Trilha Loja de Roupas
Oswaldo Montenegro – Camisa amarela
Wander Wildner – Camiseta escrito eu te amo
Jorge Ben – Homem da gravata florida
Zeca Pagodinho e Caetano Veloso – Com que roupa
Claudinha Leitte Cover – A camisa e o botão
Vou ser sincero: não faço a menor ideia de quem seja esse sujeito chamado Conor Oberst. Ele parece um John Mayer que jamais pegaria a Jessica Simpson, e olha que o John Mayer já tem cara de que jamais pegaria a Jessica Simpson.
O importante é que essa música tem gancho. Lembra um pouco o trabalho do Stephen Malkmus de um universo paralelo onde ele se importa com o que as pessoas vão achar.
Uma canção simpática, alegre, e que nunca me dá vontade de prestar atenção na letra -- o que é sempre bom sinal.
Pra quem é novo nesse negócio de Chico Barney, as 50+ do universo é uma série que comecei em 2006 e persiste até hoje, e é o tapa-buraco oficial de Vai trabalhar, vagabundo. Na próxima sexta tem um novo episódio de 100 filmes brasileiros para 2010. E nesta segunda: uma misteriosa mixtape para o carnaval. ABS